Big Panda's Tea House

Take a time, and let's talk about life things...

Sexta-feira, Setembro 12, 2008

A vida em uma folha?
Quando cai de seu salão
Ela baila em um ritmo entrópico
Vivaldeando no éter
Até seu derradeiro pousar
Estática na relva
Essa folha é única
Em seu quebra-nozes mortal
Aclamada pelas outras bailarinas
Já desfeitas em seu Bolshoi arbóreo.
Segunda-feira, Setembro 01, 2008

Para Luciana

Enfim chegou o dia, Luciana
espero que não se canse
das coisas direi
ou que neguei

Dessas palavras censuradas
incessantemente barradas
nas vias de minhas veias
correntes fulgurantes

Sinapses insistiram
as vezes tentei lhe dizer
como o dia em que te encontrei
naquela estrada

E mesmo assim
lhe disse tudo
e ao mesmo tempo nada
e entao deixou assim dito

Não dito é o que não fiz
por você deixei livre
o desejo de você
até não mais poder
Quarta-feira, Agosto 20, 2008

Cascalho, pedra e sabão
Vendi meus olhos para pagar minha língua
E vi as coisas que perdi falando
Não paro de desenhar esses sons
Cores se misturam docemente com o ar
Bailam pássaros e borboletas
E um urubu enamora-se da mariposa
Construi a rua por qual andei
E levantei esse muro aí
Sempre lavo para não secar
Mesmo assim não sei dizer
Se aquele preto é tão cinza amarronzado
A ponto de me fazer olhar no céu

Terça-feira, Agosto 19, 2008

Escrevo aqui para não esquecer
Que preciso viver, sentir
amar e sorrir
Já esqueci a dor, a raiva
a inveja, essa não larga
O ódio nunca mais veio
e se viesse, sentaria distante
de modo tão discrepante
que serviria um café
para não fazer desfeita
Todos são convidados
apesar de alguns que não chamei
bem vindos são a maioria
a minoria a gente trata bem
Porque apesar de tudo
a educaçao é necessária
sem ela a gente não vive
O que retorna nos meus lembrete
de que é preciso tudo aquilo
E aquilo tudo é ainda um pouco mais.

Segunda-feira, Agosto 18, 2008

Teorizando o poema

Vou te ensinar a teoria do poema
você pega lápis, papel e cabeça
Senta, pensa e talvez se esqueça
De que a matéria tem um problema
Quarta-feira, Julho 23, 2008

A vida é vida
É assim que ela é
Vida, água, céu e cor
Daquela água eu tiro o vinho
Daquele céu o meu caminho
Daquela cor a minha dor
Mas da minha vida
Nada mais me tira
Porque a vida é assim
Como o céu colorido
e a água no mar
Ou então a dor de caminhar
Mas viver é um verbo
E vida? Será?
Terça-feira, Junho 10, 2008

Grande amor

Queria falar sobre
o meu amor
que era grande
Segunda-feira, Junho 09, 2008

Cansei de fazer poemas

Cansei de fazer poemas
tanto porque poemas não se fazem
eles chegam assim, como do nada
se instalam na cabeça ou no coração
ai depois você os passa para o papel
e eles dizem algo sobre algo
que muitas vezes você nem sente mais
ou até sente demais
então eles deixam esse gostinho
de coisa que aconteceu acontecendo
sem ter meio ou fim
mas sempre no começo
Sexta-feira, Maio 23, 2008

Se eu fosse você

Se eu fosse você, eu seria eu mesmo
Do jeito que somente eu sei ser
Do jeito que usualmente você me vê
Do jeito que só assim se pode ser

Se eu fosse você, eu seria nós mesmos
Do jeito que somente eles são
Do jeito que ainda um dia seremos
Do jeito que capaz de sermos um dia.

Terça-feira, Abril 22, 2008

Sintonia

Se amor significasse sofrer
Eu diria, com toda sintonia
Que sofri demais por você

Mas amar não é sofrer
Nem padecer de amor
Por você
Domingo, Abril 20, 2008

Indiferença

Sinto-me convalescer de sua alegria
Para que um dia, eu possa ser assim
Como você

Ou então sentir que sua forma de dor
É o amor, que aguarda assim
Sem saber.
Quarta-feira, Março 12, 2008

Meu pai e meu cachorrinho

Oh meu pai, meu cachorrinho
que me deixou aqui
tão vazio
lutando contra essa dor
sem brio
enfrentando meu destino
ainda mais vazio
que meu pai
e meu cachorrinho
Terça-feira, Março 11, 2008

Olá meu blog.

Ultimamente eu não tenho escrito por aqui, talvez porque ando deixando você bastante de lado, o que é realmente uma pena. Aconteceram vários fatores em minha vida que até mesmo eu tenho tido dificuldade de se acostumar, mas ando tentando e ando conseguindo, tudo com calma e paciência. Além do que o sistema de comentários que eu usava em você não anda funcionando muito bem e você ser hospedado pela Globo.com não ajuda bastante, mas sou fiel a ti, meu amigo, por isso tentarei novamente lhe reerguer.
Segunda-feira, Novembro 12, 2007

Ele pegou seu violão, afinou as cordas que há muito estavam frouxas e sem musicalidade. Tirando a poeira do braço e corpo com uma flanelinha, tentou alguns acordes para desenferrujar as juntas. Gostou do que ouviu, o som continuava o mesmo. Colocando o violão dentro de sua capa protetora, foi até a sala de estar, pegou um banquinho de três pernas, redondinho que usava mais para trocar lâmpadas do que como assento. Dirigiu-se a varanda, pos o banquinho no chão e sentou-se voltado para rua. Morava em uma área bastante movimentada do bairro, passavam muitas pessoas por ali todos os dias, seguindo uma grande roteiro de figurantes. Uma vez mais tocou outros acordes e pensou que era hora de começar.

Ninguém sabe ao certo qual foi a primeira música tocada, mas muitos lembram de muitas outras que vieram. Tocou e cantou, como se estivesse tocando para uma roda de amigos, onde os erros eram perdoados e as improvisações bem aceitas. Lembrou-se de várias músicas e inventou algumas e as vezes uma pessoa parava e admirava, ouvia uma música da qual lhe trazia lembranças e depois ia embora com várias outras na cabeça. Algumas das que paravam assobiavam quando ia embora, outras batucavam e tamborilavam em latas, caixas de fósforo ou cadernos. Todas se sentiam felizes, umas choravam, expurgando as tristezas de seu peito, mas no final todas sorriram. E assim ele tocou ainda mais.

Veio um senhor e pediu para que tocasse aquela música que fala da rede na varanda e ele tocou, uma menina pediu que tocasse uma de seu grupo favorito, mas ele tocou outra, que era a mais perto das novas tendências que ele conhecia. Uma mulher com um bebê nos braços pediu que ele tocasse aquela do Vinícius e tocando-a, a criança adormeceu. E assim muitos pedidos foram feitos e muitos outros foram realizados. E ele ia de nota a nota, tom a tom, tocando seu violão que há pouco tempo estava empoeirado e com cordas frouxas.

Quando caía a noite, casais sentaram no portão e namoraram ao som de belas canções em espanhol e em italiano. Um bêbado sorriu ao ouvir a música que falava sobre a perda e volta da mulher amada e brindou aos brados erguendo bem alto sua garrafa de aguardente. Uma velhinha comentou com outra que aquilo era melhor que ouvir o rádio, e uma mulher muito bonita mandou-lhe um beijo cheio de intenções enquanto seu marido a puxava pelo braço para que saíssem logo dali. E assim ele continuou tocando.

A polícia chegou e quis saber o que estava acontecendo, mas quando os guardas viram que os vizinhos estavam todos aprumados em suas janelas apreciando o som, deixaram de lado e foram embora. Assim ele tocou mais umas sete músicas até sua última, que era uma música que falava de alegria e de tristeza, de amar e sofrer, e de descobrir e partir. E assim recebendo os aplausos, agradeceu humildemente.

Enquanto guardava seu violão ele ouviu uma música, que continha risos e choros, carinhos e dor, lembranças e escolhas. Virando-se com os ouvidos atentos para tentar localizar o lugar de onde vinha essa música, percebeu que não tinha a menor idéia de qual direção ela parecia vir. Dando de ombros, guardou o violão na capa protetora, pegou o banquinho. Trancou o portão e foi dormir, assobiando a música que tinha acabado de escutar.
Quinta-feira, Novembro 08, 2007

Mulheres

Eu amo as mulheres, muitas vezes - a maioria - o sentimento não é recíproco, mas mesmo assim nunca deixei de amar cada uma mulher que exista e até mesmo as que não nasceram, pois toda mulher tem seu charme, sua graça e beleza. É um sorriso, um jeito no andar, um rebolado, o efeito da luz do sol no cabelo, etc. Sou capaz de descobrir um trejeito em cada e isso a torna única a meu ver.

Cada mulher merece ser idolatrada diferentemente. A morena dos olhos verdes como uma jóia do Cairo, a negra do andar de pantera como uma Deusa de Ébano, a loira sedutora como sua eterna amante e a ruiva voluptosa como a rainha de seu harém. Elas merecem ser tratadas assim, pois são as nossas verdadeiras donas. Quem não se derrete com o desfile da mulata pela calçada, seguindo o doce balançar de seus quadris com os olhos gulosos e o coração suspirante? O som rouco da voz da morena em seu ouvido baixinho te chamando de meu bem não lhe faz arrepiar de luxúria e desejo? E o olhar pecaminoso da loirinha não te dá vontade de largar tudo por ela?

Não é fácil achar a mulher perfeita para vida toda, mas também não há outra tarefa tão prazeirosamente difícil e que lhe dá tanta disposição e motivação. E só agora entendo o porque muitos outros colegas fizeram tantas odes, músicas e escritos para as mulheres. Pois apenas quando você vê aquela silueta, destacando-se no meio de uma multidão, com um sorriso resplandecente, o movimento firme e rispido de seus seios sincronizados com seus passos, começa a enteder porque elas nos fascina tanto. E seguindo essa silueta ainda é capaz de encontrar outras dez ainda mais exorbitantemente lindas que seu coração não acredita que dá conta de se apaixonar tantas vezes em frações milimésimais de segundos.

Ah! As mulheres que me fazem suspirar a cada hora do dia, que me matam de paixão e me ressucitão de amor. Amo vocês, amo cada uma e sempre vou amar. Esposas, amantes, filhas, mães. Cada uma delas de um jeito diferente.

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